terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Fusão

E o menino brincava de vida na beira do rio,
de pés descalsos, descamisado
com seu cão do lado
a seguir a vida sem desafio.

Entre libélolas, borboletas, seguindo pardais
desvendando ninhos,
vivendo apenas um dia a mais,
seguia seu caminho.

Na proteção de sua mãe, entre afagos de seu pai,
Crescia o menininho,
sem se preoculpar com a vida e seus ais,
rodeados de animais, muitos beijos e carinhos.

Sua irmã era um mimo só,
Seus dois irmãos companheiros de aventura,
E quando era castigado por suas travessuras,
podia refugiar-se nas mãos seguras e no cólo de sua avó.

A vida em volta era um enredo de fantasia,
Oh, doce tempo que não volta...
Prisão do tempo que não solta...
Para um outro tempo de alegria.

E o tempo passou devastando tudo sem ter pena,
Fazendo o menino crescer em dor,
Destruindo seu cantinho de amor,
Transformando sua vida tão grande em uma mirrada vida pequena.

O destino levou sem dó,
o destino de um de seus irmãos,
o restante de vida que ainda tinha em sua avó,
e toda a liberdade de viver que tinha em suas mãos.

O chão de terra que tantas vezes pisou o asfalto logo cobriu,
Um grande Shoping que á cidade chegou,
com suas vaidades se instalou,
no lugar onde era seu pequeno rio.

Era impossovel não perceber que tudo em sua volta mudou,
Sapatos, meias e ternos trouxe ao menino poder,
Agora o sucesso era a condição de viver,
Mas o sucesso já mais traria aquela mesma fantasia que logo o tempo levou.

O pequeno meninno agora á homem cresceu,
E juntamente com seu corpo fransino,
O sorriso e a inocencia de menino,
Com o passar do tempo também se perdeu.

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