segunda-feira, 8 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Memória.
Minhas entranhas inibem meus prantos,
Num contido lamentar, em tantos
prantos que em todo canto
fervilho eu.
Minhas mãos mancham meus mantos,
E sangro tanto,
Sangue não santo,
Que de mim verteu.
Compulsoriamente fervilham meus olhos
vertentes de dor
No meu desamor
que à tanto me alui
Sangro e lembro
do tempo que eu não tinha razão
quando não era só solidão
Do homem/menino que um dia eu fui.
Minhas mãos mancham meus mantos,
E sangro tanto,
Sangue não santo,
Que de mim verteu.
Compulsoriamente fervilham meus olhos
vertentes de dor
No meu desamor
que à tanto me alui
Sangro e lembro
do tempo que eu não tinha razão
quando não era só solidão
Do homem/menino que um dia eu fui.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Ocaso.
Ri-se em frouxos e curtos passos,Sem medo, e afino...
_Pedal,terra,esporão!
Pardal, serra, verão!
Corpo franzino.
Ri-se em frouxo peito descampado,
Desbrava a vida, amparado e peregrino...
_Noite,pião,quimera!
Manhã, gamão, primavera!
Corpo/destino.
Corre a vida. Perde-se o tempo.
Amarga-se por dentro.
Pobre menino...
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Tempos
Ele, fantasia...
Mui dignos dos versos que esponho,
Viviam amor, que em sonho se ardia
Ele, valente ser Homem,
Ela, fria primavera...
Se arrastavam pelas vidas que não eram,
Se afligiam pelo amor que não viviam
Ela, lua de cor em prata,
Ele, paixão da cor que mata...
E grito e canto e finjo que sou,
Quando deixo de ser [...verdade]
Ele, o que restou.Lembranças
Ela, o que ficou. Saudade.
domingo, 9 de setembro de 2012
Apagaram-se as rosas.
Apagaram-se as rosas,
Mas quem acendeu teu cheiro em mim?
És tu, saudade indefinida?És tu, necessidade bruta e franca?
Que no vazio da noite lanças angustias
brancas?
Ou é o contexto miserável da distancia ardida?
Apagaram-se as rosas,
Mas quem me incendiou?
No contexto central da saudade mórbida
Estavam apagadas as minhas memórias de ti.
Pelo menos pensei que estivera. Mas, és desenho
feito a punho, que pensei ser rascunho, e não era.
Apagaram-se as rosas,
E pra onde fui eu depois que te ví?
Te ví, não como a realidade existencial num ato,
Mas na clausura libertina de meu tato,
Desenhei-te como em sonho, e em face de meu
desejo medonho, justificado estou de fato.
Apagaram-se as rosas,
E de mim, o que sobrou?
A não ser o espectro sombrio da saudade tua,
Não há em mim vigor algum que eu possua, ainda.
A não ser imagens cruas da despedida,
Nada em mim continua... Nem sonho... nem flor
Nem perfume de amor, e muito menos a vida.
[...] Saudade é morte que não tem fim!
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Lábios.
Temo sumir nas caricias desse teu desejo,
Mas nas delicias que teu sabor me trás,
Me perco por querer e quero mais,
Desaparecer nos mimos do teu beijo
Aproveito cada segundo de ensejo,
Mergulho fundo no sabor da boca tua,
E submergido em nossas linguás nuas,
Amo tua boca e nela me despejo
Teus lábios em meus beijos
Me oferecem teu espirito
Numa transcorrencia pura e calma
E na moldura do teu corpo,
como se entrega ao poema o poeta louco
Te entrego toda tua; a minha alma.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
De perdoar.
Eu, frágil essência da existência dissoluta
Mesmo em face de meu ego em despejo
Aprendi a controlar o impeto de meu desejo
E subjugar o querer de minha força bruta
Aprendi a duvidar da minha idiossincrasia
Respeitando o fracasso e queda alheia
Libertando meus punhos firmes de cadeias
Que me deixavam longe da sublime alegria
Aprendi que não há nada mais racional
E de forma nenhuma igual
A consequência do amor em ação
Aprendi que o efeito do amor é amar
Que o preço do amor é se dar
E que o fim de ambos é o perdão.
Mesmo em face de meu ego em despejo
Aprendi a controlar o impeto de meu desejo
E subjugar o querer de minha força bruta
Aprendi a duvidar da minha idiossincrasia
Respeitando o fracasso e queda alheia
Libertando meus punhos firmes de cadeias
Que me deixavam longe da sublime alegria
Aprendi que não há nada mais racional
E de forma nenhuma igual
A consequência do amor em ação
Aprendi que o efeito do amor é amar
Que o preço do amor é se dar
E que o fim de ambos é o perdão.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Asas/solidão (...)
Criei asas na solidão do meu caminho
Voei por cantos que não queria ir
Cantei canções que não sei repetir
Fui anjo enquanto era eu sozinho.
Criei asas e arranquei penas na dor
Ferido sozinho aprendi a sofrer
Pouco a pouco na vida aprendi a morrer
Até que te ví portando o meu amor.
Hoje posso dizer-te que aprendi a amar
Que me dividindo contigo aprendi a sonhar
Que ao teu lado encontrei o prazer.
Contigo deixei de fazer arranjo
Aprendi a brincar de anjo
E as asas que eu tinha, troquei por você.
Voei por cantos que não queria ir
Cantei canções que não sei repetir
Fui anjo enquanto era eu sozinho.
Criei asas e arranquei penas na dor
Ferido sozinho aprendi a sofrer
Pouco a pouco na vida aprendi a morrer
Até que te ví portando o meu amor.
Hoje posso dizer-te que aprendi a amar
Que me dividindo contigo aprendi a sonhar
Que ao teu lado encontrei o prazer.
Contigo deixei de fazer arranjo
Aprendi a brincar de anjo
E as asas que eu tinha, troquei por você.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
A lua e a lama
Houve um silêncio incontido na terrível discrepanciaEnquanto andava reflexivo e inconstante
Ao observar o reflexo da beleza tão distante
E assustarme com a heterogênea união a distancia.
Era um amor supreendentemente lírico e voraz
De um lado; um ser rebaixado ao desprezo humilhante
Do outro; um ser sublime e exaltado, de beleza apaixonante
Envolvidos num amor como os de muito tempo a trás.
Era a lama no chão,
Se derramando em paixão,
Cruzando os meus passos, estendida na rua.
Era a lama que ninguém da valor,
Que apesar de seu dissabor,
Fazia amor, com o reflexo que tinha da lua.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Sertões
Eram sertões; os meus instantes sozinhos
Sem amparo, em desespero abracei a solidão
Madruguei noites frias no meu sertão
Cantando melancolias á lua, do meu cantinho.
Eram sertões; os meus desejos de amar
De cruzar horizontes de mãos dadas
De vagar em dois, na mesma estrada
De ganhar um amor, e de reencontrar.
Eram sertões quando eu chorava
As lagrimas que de mim rolavam
Na saudade do amor que ficou para trás
Eram sertões; quando não te tinha
As noites em que tu não vinhas
Eram sertões... já não são mais.
Sem amparo, em desespero abracei a solidão
Madruguei noites frias no meu sertão
Cantando melancolias á lua, do meu cantinho.
Eram sertões; os meus desejos de amar
De cruzar horizontes de mãos dadas
De vagar em dois, na mesma estrada
De ganhar um amor, e de reencontrar.
Eram sertões quando eu chorava
As lagrimas que de mim rolavam
Na saudade do amor que ficou para trás
Eram sertões; quando não te tinha
As noites em que tu não vinhas
Eram sertões... já não são mais.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Cativeiro.
Fechei meus olhos para te encontrarE me lancei fundo por curvas tuas
Me perdi vagando lembranças nuas
No mais tenro desejo de te amar.
Senti queimar o peito fundo
Na tua presença que tão minha senti
Na penosa indolência em que te ví
Vagando por outros rumos no mundo.
Abri meus olhos para ver quem era eu
O puro latejo da ferida que doeu
Abri meus olhos para ver a realidade.
Entendi que as coisas são o que são
Que a minha dor; tua paixão
E o teu amor; minha saudade.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Um minuto.
O tempo se dissolve na pura ânsia,
As palavras bailam no tímido vocábulo da ausência,A saudade se envolve no profundo rasgo da essência,
E as lembranças choram forte a distancia.
A insegurança definha ao lado da vaidade,
A memória costura pontos de ternura,
As lagrimas se misturam com a loucura,
Se carpindo em prantos na saudade.
O medo de perder a quem se ama dói fundo,
O medo da partida é o maior do mundo,
E transforma o temor em um sofrer assassino e dissoluto.
Quando se ama completamente... de verdade,
Se perde a noção de instante e eternidade,
Toda a distancia é saudade, ainda que seja; um minuto.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Essência.
Existem coisas na vida que nunca terão explicações.
E existem saudades, que nunca serão sanadas.
As vezes sinto que não vou crescer o suficiente
para ser completo e pleno. E sei que nunca mais,
serei aquele menino vestido de vento e chuva,
fantasiado de sol, e perfumado de lua.
As coisas mudaram. Tudo muda... Sempre muda.
Agora a moda é; terno de concreto, sapatos metálicos,
cintas digitais, cadernos virtuais, óculos em HD
e lazer em 3D. As coisas sempre mudam...
Mas, ainda sinto o cheiro de terra molhada
no quintal da minha memória.
Cria-se tecnologias, do Macro ao Nano, do Analógico
ao Touch Screen, do Mega ao Téra,
e as nossas palavras são ditas em código Binário.
Mas eu ainda vivo no mundo imaginário,
desenhado na minha memória.
O tempo passou rasgando calendários, mas o tempo
foi regente da nossa historia.
Tudo mudou... as coisas lá fora, mudaram...
Mas, eu ainda estou aqui, dentro de mim.
O mundo vê a vida em resolução de 1080Megapixels.
Eu porém, ainda te amo em preto e branco.
O nosso amor, resiste ao tempo, ele não muda,
ainda somos crianças brincando na chuva,
sonhado em amar e sermos felizes, antes que a tempestade acabe.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Nosso canto.
Tenho reservas dentro de mim,
Num canto guardado que não maculei,
Num canto que em segredo, eu decorei,
Que é do meu amor, e também é meu enfim.
Pintei o nosso canto em uma tela,
Uma bíblia sobre a mesa, e uma luz acesa,
Orações de fé, de joelhos, e de certeza,
E no meio de tanta leveza, o lindo sorriso dela.
Pintei o nosso canto em uma tela...
Nunca ví, e nem imaginei coisa tão bela...
Tão bela, quanto o canto de sua voz.
Planejei esse lugar pensando em você,
Pra conservar puro o nosso prazer (...)
Para ter Deus, habitando entre nós.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Eu quero poemas outra vez.
Eu quero poemas outra vez, ao acordar em teus braçose sentir que o tempo parou... e que paramos nele.
Eu quero manhãs de sol, e o sol do teu sorriso
ao me iluminar, e a todo o espaço do lugar... do amor
que a gente teve.
Eu quero a liberdade de amar o teu olhar,
de poder te tocar, e me perder em tua pele.
Eu quero poemas outra vez, depois de uma tarde de chuva
sentado na varanda ao som da nossa canção de amor.
Eu quero ver a juventude partir, dando espaço para as
lembranças que farão morada nos nossos desejos.
Eu quero na boca o beijo, que a gente nunca beijou.
Eu quero olhar teus olhos claros, num sorrir profundo
e raro, que só nós podemos ousar.
Eu quero poemas outra vez, e te acordar depois de um
pesadelo, pra te fazer dormir afagando teus cabelos.
Eu quero poemas outra vez, e dizer no meio da tua
euforia; que te amo, com simplicidade.
Eu quero poemas outra vez. Eu quero a nossa vontade.
Eu quero te colocar uma flor por trás da orelha,
numa tarde sombria ao passear pelo jardim.
Eu quero poemas outra vez. Eu quero pensar em você
e outra vez lembrar de mim.
Quero ser a carta de amor que não te mandei, e todas
as manhãs quero me repetir. De novidades... De novidades.
Quero sorrisos, e abraços, e verdades... e verdades.
Eu quero novamente ser o poema que um dia a gente foi,
fazer um poema de nós dois, e da saudade... e da saudade.
Assinar:
Postagens (Atom)











