terça-feira, 2 de agosto de 2011

Definições


 


Quantas controvérsias há no amor,
Quantas contradições há na paixão,
Uns dizem ser o amor um sentimento puro e real,
Outros dizem que a paixão só deixa lagrimas no final

Uns dizem que quem experimenta o amor não se arrependerá,
Outros que a paixão é somente explosões de prazer,
Que quem ama pelo amor passa a viver,
Mais os que se apaixonam sempre acabam por chorar

No entanto quem diz entender de amor já se enganou,
Quem quiser compreender a paixão poderá se enganar,
O que me adianta definir tais sentimentos, se de nenhum deles poderei me livrar?

Ouço tais definições sem questionar,
Entender o que é um ou o outro, nada mudará,
Uma vez que ambos invadem o peito sem pedir licença para entrar

Regresso




À noite em que parti chovia em meus olhos,
O ultimo abraço que te dei queimou em meus pórus,
Na despedida não houve adeus,
Os sonhos e desejos de ficar eram também meus

Sim chovia em meu peito no dia da despedida,
O tempo deu o seu jeito de nos levar pela vida,
Mais em mim nada pode apagar,
Dentro de mim sempre estavas a vagar

Quantas noites vazias preencheram minha vida,
Quantos dias incolores me fizeram sofrer,
Quantos céus estrelados me recordavam a partida, quanta saudade senti de você

Mas hoje, as lagrimas se misturaram com a chuva, e não preciso mais chorar,
Espera-me amor, estou correndo no tempo, levo flores à mão para te entregar,
Acabou-se a solidão, a chuva eterniza esse momento, não chores amor estou indo te buscar

Carpe diem


Um dia terei meus erros penalizados,
Um dia as lembranças me consolarão,
Um dia serei consolado,
Pelas lembranças daqueles, que me estenderam as mãos.

Um dia serei careca,
E as rugas chegarão,
Para consagrar esse poeta,
Que tanto ouviu o coração.

Um dia minhas mãos serão tremulas e não terei fulgor na visão,
Um dia falarei parábolas,
Parábolas ao que ouvida à razão.

Um dia amarei o passado, lamentarei o presente e odiarei o futuro,
Um dia a morte me pegara de plantão, porem como tudo isso ficará para “um dia”
Eu juro... Viver intensamente os muitos dias de hoje então.

Doce veneno




Ah, vida minha o quanto sofro quando não te consigo ver,
Como me dói o peito quando não posso te ouvir,
È como desejar a morte almejando viver,
È como buscar as lagrimas querendo sorrir

Como me é penoso não ter a tua atenção,
Como e é agonizante não te ter em meus braços
È como viver na terra sem poder tocar o chão
È como querer ser livre se amarrando em teus laços

E esse meu querer por ti é como um amargo veneno que desejo tomar
È tanto querer em mim que meu sangue chega a ferver,
Esse amor é tão forte, que nem a complexidade da vida nem a da morte pode superar

Amar-te assim é ter vida e mim querendo morrer,
È querer um começo repudiando o fim é estar divido entre a paixão e a razão,
Entre a dor e o prazer, esse amor é o doce veneno que eu desejo beber


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Conclusão


Se não fosse o amor o que seria?
Se não fosse o amor pra que viver?
Ter a eternidade dentro de um copo chamado dia,
E saber que em algum gole dele irei morrer

Se não fosse o amor pra que achar a resposta certa
Dentro de perguntas vazias?
Pra que sorrir sendo poeta
E cantar as alegrias?

Haveria sentido no vazio do universo?
Na singularidade que confesso?
No meio da multidão?

Sem amor nem as estrelas ou o luar me fariam acreditar
Que a vida tem um mantenedor,
A vida seria uma ilusão, e não haveria lógica na razão se a fé não se concluísse com o amor...

Coração/Santuario




Hoje meus olhos tardaram em acordar
E em silêncio ficaram a recordar
Dos tempos de lua cheia
Que refletiam o brilho do teu olhar

Hoje te senti como nunca antes
Estávamos juntos sem o desejo de ir
Caminhávamos como meros viajantes
E deixávamos nossas mãos se tocarem, se amarem e sorrir

Hoje te toquei como o romântico toca a flor
Hoje te desejei, te senti e amei
Com o mais sincero, puro, manso e sublime amor

Hoje desejei parar o tempo,
Nem que fosse por um momento, infinitamente dentro de mim,
Fazer deixar de ser imaginário esse belo santuário de onde jamais deverias sair.

LABIRINTO




No centro do coração do poeta há um labirinto que só o sensível pode encontrar
Nesse labirinto há mais cenários do que o artista pode supor
Em cada cenário há mais historia do que o lunático pode imaginar
Há também mais som, mais sentimento, mais brilho e mais cor

O coração do poeta tem expressões que só a musica pode cantar
Mais lagrimas, sorriso e prazer
Têm mais sonhos, mais danças na chuva, mais drama do que o ator pode encenar
Mais complexidade, sofisticação e linguagem do que as palavras podem dizer

O coração do poeta às vezes é do seu próprio drama o autor
Nele há um buscar do passado, um viver do futuro e há também mais intensidade no querer
O poeta tem mais tinta no sangue, mais cor na tinta e mais sangue na dor

Só ele encontra sublimidade e excelência plena no prazer
Ele dorme com Maria, sonha com Tereza, deseja a Helena e também a Sonia ele quer ter
Mas esta sempre a buscar o coração do seu, que em algum outro ardente coração esta a bater

Amor nostalgico


Encontrei-te num desespero meu, em noite de desengano
Observei-te sentindo o vento do oceano na beira do mar
E ao te olhar me despi de tudo que pra mim antes fora insano
E de te querer daquela noite em diante passei me alimentar

O teu cheiro ficou cravado em mim, no pensamento
Onde somente poderia te guardar
Fui arrastado pelos dias, dancei no tempo, bailei nos anos
Mais, me vinha em cada sentimento, nos meus desenganos o desejo de te encontrar

Hoje não sei separar nostalgia de amor
Não sei se te amo tanto pelo que não vivemos ou pelo que ficou por faltar
Sei que nesse agora, nesse momento me alimento somente de te lembrar

E ao fechar meus olhos só me vem no pensamento
O que o tempo não pode apagar
A noite em que dançavas com o vento a luz das estrelas de frente pro mar.

domingo, 31 de julho de 2011

fuga


A vida é eterna nesse parêntese que criei dentro de mim,
Nele tudo é colorido, lindo e perfeito,
Dentro dele só há sorrisos e tudo é do meu jeito,
Nele eu tenho casas de praia, de campo ou com belo jardim,

Nele os sorrisos são para sempre e vivo em plena alegria,
Os beijos e abraços são inocentes,
Nele as pessoas vivem sempre contentes,
E despertam ao raiar do dia,

Tenho tudo que preciso nesse templo do sonhar,
Nele sei o que quero porque se não for como espero
Sei que posso desmanchar,

A ele eu sei que posso sempre ir,
O problema é que nele sempre fugi da realidade
E agora o meu medo de verdade é que dele não consiga mais sair.

Algum dia...Em algum lugar




Algum dia em algum lugar terei meus sonhos realizados...
Algum dia em algum lugar, não mais precisarei sonhar...
Algum dia em algum lugar não mais terei saudade do passado...
Algum dia em algum lugar, não mais terei um futuro pra almejar...

Algum dia em algum lugar entenderei o que é amor...
Algum dia em algum lugar abraçarei liberdade...
Algum dia em algum lugar nunca mais sentirei dor...
Algum dia em algum serei abraçado pela verdade...

Algum dia em algum lugar a vida brincará de ciranda,
O sol não mais me queimará,
E uma criancinha alimentará o urso-panda...

Não terei mais lagrimas para chorar,
Viverei a eternidade, terei um encontro marcado com a felicidade,
Algum dia em algum lugar...