terça-feira, 27 de março de 2012

O amor é assim...


O amor explica tantas coisas que não entendemos,
nos faz compreender a saudade que sentimos,
a tristeza da solidão quando não rimos,
e até sonhar com a felicidade que ainda não temos.


O amor me diz coisas calado que os meus gritos não falam,
me ensina a acreditar no futuro novamente,
o amor tem um sorriso latente
que me acompanha na solidão quando todas as vozes se calam.


O amor tem muitos nomes não ditos,
tem muitos gestos bonitos,
e grandes lições pra ensinar.


O amor rompe as barreras que criamos,
reacende a esperança que apagamos,
e enquanto houver a vida o amor haverá...


O amor nos faz compor novas canções todos os dias,
o amor põe reticencias onde tem ponto final,
O verdadeiro amor só busca alegria
ele só faz bem nunca faz mal.


Quando dois corações se magoam e choram
é o amor quem apazigua a situação.
Quando pessoas de fé se reúnem e oram
foi o amor que lhes estendeu a mão.


O amor é ferida que mata se sarar,
é coração que não bate sem sangrar,
é as mil faces do querer.


o amor é um conceito indefinido,
é um saudável coração ferido
que sangra e sangra pra viver...


Sabe quando o peito queima de saudade de alguém?
Pois é... é culpa do amor que dói sem querer,
e quando um beijo parece ser eterno também
é ele... é o amor que não o deixa fenecer.


Sabe quando um abraço nos faz sonhar?
Quando a saudade nos tira a paz?
Sabe quando nos perdemos num olhar?
Quando não aguentamos mais?


É o amor que chega sem avisar,
ele tem mania de nos despertar
pra voltar a viver.


O amor é a lagrima selvagem na partida,
é a saudade assassina no fim da vida,
O amor é morrer cada dia pra renascer.






quinta-feira, 22 de março de 2012

Sinto sua falta.



Tantas coisas me fazem lembrar você,
me fazem sonhar,
me faz flutuar,
me faz reviver.

Tantas coisas a vida trouxe até nós,
a vida é cíclica tal como você e eu,
mas o ciclo da vida não pode calar nossa voz,
nem apagar o amor que não se esqueceu.

Eu finjo e disfarço que não dependo de você,
mas a cada saudade aqui estou eu de volta,
batendo a sua porta,
querendo me devolver.

Sei que o amor é abstrato, sem definições
o amor é sublime, isso é fato,
não que seja inexato
mas tem mil dimensões.

Eu não o entendo e nem pretendo entender,
só desejo que no próximo ciclo da vida
ela leve embora a despedida
e me traga de volta você.

terça-feira, 20 de março de 2012

Palpite

Vistes o que ganhastes por acreditar
nessas coisas de amor?
Vistes de quantas lagrimas te banhastes
e de quantos pedaços ficastes,
sofrendo chorosa, todinha em dor?


Agora vê se esquece!
seja por ódio ou prece,
põe logo um ponto final!


Chega de acreditar que a dor sozinha desaparece,
vê de uma vez por todas se desiste de amar e cresce!
Pra que ficar assim passando mal?


Essa coisa de amor é assim mesmo enganosa,
o amor não é o vermelho da flor
é o espinho da rosa!


Chega de alongar essa dor!
Acaba com tudo o que ficou,
põe um ponto final nessa prosa!


Não mais te enganes com a mão que te afaga!
corta logo essa lagrima chorosa!
a mão que te desenha é a mesma que te apaga!
Lança todo esse lixo na lama que te afoga
e cospe nesse pranto que te amarga!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Volte ao jardim




Depois de algum tempo algumas coisas na vida perdem o sentido,
algumas coisas importantes e prioritárias,

perdem a prioridade e a importância. Não se tem mais medo de sofrer,
de tanto sofrer não se tem mais medo, um sorriso já não é mas
tão necessário, apertos de mãos se tornam formalidade fria,
abraços, forçada cortesia e amar pura utopia.


Depois de algum tempo, toda esperança é saudade, toda verdade é mentira, pesa no pulmão o ar que se respira, dói na alma uma expressão de amor venha ela de quem quer que for.

Depois de algum tempo não se chora mais, se odeia,
já não há mais gritos, há silencio,
já não há prazer e nem paixão que se encandeia.


Depois de algum tempo, olhares são secos, ruas são becos
e não há mais luar. Depois de algum tempo o sol queima a pele,
o frio racha a pele e a primavera não virá.

Depois de algum tempo é necessário visitar aquela flor que plantamos
na aurora da vida, é necessário visita-la para lembrarmos de essencias,
para recuperarmos inocências, para voltar a acreditar, aquela flor plantada
num beijo,  num sorriso, num olhar. Aquela flor plantada num perdão, num abraço,
numa expressão de amor. Depois de um tempo é preciso sim visitar aquela flor.


Por isso é bom nunca esquecermos de plantar flores, cultiva-las, poda-las,
rega-las, ama-las. As flores decoram a vida, trazem alegria, tem cor que contagia
quando a saudade é ardida e quando ardidos são os dias.

Por isso é bom plantar flores, elas decoram, enfeitam, alegram. Flores transmitem
esperança, você as planta e aos poucos elas vão surgindo, crescendo,
ganhando formas e cores, e mesmo que você arranque algumas folhas ou pétalas
jamais deixarão de ser flores.


Quando se tiram algumas flores da terra elas enfeitam o ambiente por algum tempo antes de morrerem,
elas não duram muito, morrem logo, mas morrem sendo ainda assim flores.

Volte ao jardim, sinta o aroma, toque pétalas, veja cores, lembre amores, volte ao jardim.
Há um jardim dentro de cada ser, não o-deixe secar, não o-deixe morrer, dentro de você
há um jardim, talvez não mas como antes, talvez não mas jardim, talvez uma simples flor
teimosa, crescendo entre rochas e cascalhos num solo deserto, solitário. Mas ela esta lá,
pronta para ser regada e cultivada enfim, e depois de ser amada, cuidada, essa flor poderá voltar
a ser o seu refugio, o seu lugar, o seu  jardim.


Volte...Volte ao jardim.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Rosa



Ninguém pode questionar Rosa
quão linda por dentro és!
e do fio do cabelo até a planta dos pés
és por completa linda...sublime...formosa.

Muitas mulheres são também bonitas
mas tu és entre elas a mais linda
e pra reforçar tua beleza ainda
nem se quer nisso acreditas.


És morena da cor do meu calor
morena linda de pés no chão
despertastes em muitos a mais calorosa paixão
mas somente de mim terás o mais compassivo amor.

És tão linda e atraente
quão o verde musgo do teu olhar
em tua boca breve, envolvente
sonho me saciar.


Mas és Rosa! não és de ninguém!
és bonita...linda...cheirosa
mas tens espinhos de Rosa
como toda Rosa tem.

Teus espinhos é ser de todos
é não ser de ninguém,
todos morrem por teu amor,
destinado sei que estou a morrer assim também.


És perfeita musa de toda prosa!
menina toda mimosa
de todos com muito carinho,
de ninguém como uma- Rosa

Menina-Rosa cheia de espinho.

domingo, 4 de março de 2012

Ninho


Chocolate quente, pão com mantega, uvas, maçãs e um pouco de mel,
camisola branca de seda, o sol atravessando a janela,
cama desforrada, o lindo sorriso dela,
no chão, pedaços de mim, pedaços de amor,  pedaços do céu.


A vida acorda cedo pra recomeçar,
vida sem misterios, amor sem segredo,
sorrisos calmos, sérios, sem medo,
a vida acorda cedo e nos serve amor ao despertar.


Toques suaves a flor da pele,
olhares que se devoram,
bocas que se encontram devagar,
prazer que não se repele,
o desejo queimando a pele na hora de amar.


Café da manhã na cama,
cheiro gostoso de corpo quente,
querer irrefutavel de quem se ama,
mistura agradavel e indispensavel desejo ardente.


café da manhã na cama, inevitavel clima envolvente,
amor sem pecado, amor inocente, cada dia uma supresa,
pão, torradas e leite quente,
você, eu, nosso ninho, desejo, carinho e amor de sobremesa.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Identidade



Eu não sou este olhar triste,
este rosto pálido, sombrio, sem expressão.

Eu não sou essa insegurança,
essa desconfiança, essa desafeição.


Eu não sou essa alegria fingida,
esse sorriso sem vida, jagado ao breu.

Eu não sou essa mascara no espelho,
esses olhos vermelhos,
em que curva fiquei eu?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Retinas

Teus olhos não mentem,
por mais que me digas ódios fingidos,
eu sei que os teus supostos sentidos,
me dizem coisas que não sentem.

Sei que me amas e isso não vai mudar,
por mais que as circunstancias insistam comigo,
por mais que os meus olhos corram perigo,
sei que é contigo que mora o meu olhar.

Sei que teus olhos não mentem,
e os meus olhos consentem,
encontros casuais.

Nossos olhos conspiram amor,
em encontros que transmitem o teor,
dos nossos olhares fatais.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Insonia.



Café, saudade e papeis me acompanham a noite,
na solidão dos meus pensamentos vago sozinho,
insistindo em dormir em paz, quando sei que não posso,
mas amanhã será outro dia, quem sabe me liberto.


Todas as noites são iguais,
todas as noites eu morro um pouco mais,
mas quem sabe amanhã me liberto.


Palavras gritantes aterrorizam meus papeis,
frases feitas,
rimas suspeitas,
versos cruéis.


Todas as noites são assim,
Todas as noites morro um pouco em mim,
mas quem sabe amanhã  te deixe ir.


sábado, 18 de fevereiro de 2012

Palavras.


Minhas palavras me seguirão aonde for,
aonde quer que eu vá,
minhas palavras cantarão o meu amor,
enquanto eu amar.


Elas falarão por mim,
gritarão por mim,
ecoadas aos quatro ventos.


Minhas palavras serão minha marca
deixada na areia para lembrar,
que ondas apagam marcas,
mas não as impedem de se tornarem mar.




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Só.

As borboletas fazem amor com as flores,
a luz do sol se deita sobre minha pele,
há canção no ar, no brilhar do dia,
tudo em perfeita harmonia como se devia de estar.

Pessoas que sambam com o tempo,
corações que se queimam de amor,
mãos dadas nas ruas, olhares fitos,
bocas nuas, a borboleta e a flor.

Tudo segue seu curso normal,
o dia acorda e começa,
entre sonhos e promessas,
entre amores e beijos,
que se perdem no final.

Tudo, tudo é poesia,
entre sonhos, amores e dores,
mas eu, eu estou imensamente só,
não só de solitude ou só de solidão,
um só de ser só eu, um só de ser, então.

Um só de ser a nota dissonante,
de ser a expressão inrelevante,
de não compor o cenario,
estou só como antes, um só de solitario.

Um só de ser metade, um só sem você,
sem teu carinho,
um só de borboleta sem flor,
um só de morrer de amor, só de estar sozinho.


 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Entrega.

Basta um sorriso teu pra que eu não me negue,
para que eu me lance ao teu bel prazer,
Basta um olhar teu pra que outra vez me entregue,
pra que eu consiga te entender.


Basta um toque teu pra que me carregue,
para que outra vez me leve,
Completamente pra você.


Com você eu não me perco, me encontro,
Com você, me entendo, me confronto,
Com você, não falta nada,
sigo a tua estrada e me sinto pronto.


Basta uma palavra tua para me levar,
para que teus passos seja a minha rua,
Basta uma palavra tua, para que eu realmente vá.


 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mistério.

Existem mistérios, por mais que não creias,
nas frases que citas, nas palavras ditas,
e por mais que eu repita,
na pele que cobre as nossas veias.

Existem mistérios até na distância,
na loucura mais santa da minha ânsia,
no desejo ardente de te ver.

Existe mistério quando me desespero,
quando não quero te ouvir e quero,
quando no meu silêncio espero,
ter a coragem de te esquecer.

Existem mistérios nas nossas fugas,
nas noites frias em que madrugas,
com medo de me perder.

Existe mistério que não existe,
até quando no fim das nossas brigas tristes,
existe uma esperança que sempre insiste
em querer nos manter.

Existe mistério quando foges de mim,
pois tua fuga sempre te trás aqui,
querendo um recomeço enfim, querendo reviver.

Existe mistério quando nos perdemos em frases feitas,
quando digo que te amo e tu suspeitas,
de ser verdade o que eu sinto,
de acreditar que eu não minto e que sofro por ti.

Existe mistério em amar tua voz,
em viver pensando em nós,
num "nós" que ainda não há entre tudo aliás.

Existe mistério quando a distância nos uni mais,
quando as lembranças sempre nos trás,
saudade que chega a doer, vontade que nos faz sofrer,
numa pequena lembrança fugaz.

Existe mistério quando me calo,
quando não quero falar e falo,
quando não posso te resistir.

Existe mistério quando me censuras,
quando em nossos momentos de loucuras,
esquecendo dos nossos carinhos e ternuras,
desistimos de nós outra vez,

Quando em seguida me procuras,
e esquecendo de todas as agruras,
vivemos o amor que só a gente fez.

É mistério o que há entre nós,
nada pode calar minha voz, pois o que há é muito sério,
não da pra resistir, não consigo fingir e nem definir,
o amor que há entre nós, é realmente mistério.



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ausência.



Acordei cedo, meu amor me visitou em sonho,
meu levantar foi dolorido,
nada em volta fez sentido,
me fiz deprimido num pesado ar tristonho.


Acordei cedo, ah, quem me dera não acordar,
a realidade não é um sonho,
é um tenebroso pesadelo medonho,
por favor, quero voltar a sonhar.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Saudade.

Entre todos os sentimentos mais profundos
nada doí mais que a saudade, nada é mais sofrido que ela,
a saudade faz sofrer calado,
a saudade sufoca, angustia, encarcera...


Saudade daquele sorriso que não se vê mais,
de poder tocar aquelas mãos macias,
daquele olhar preguiçoso no começo do dia,
do perfume daquele vestido de seda lilás...


Saudade é dor que machuca fundo,
é ferida que sangra sempre ao lembrar,
é fechar os olhos pra te buscar,
saudade é a maior dor do mundo...


Saudade é querer reviver o amor de outrora,
é não esquecer quem foi embora,
é lembrar de você e sofrer,

como nos versos que escrevo agora.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Silêncio


Ouvi gritos grosseiros,
chamando por ti,
Ouvi clamor de desespero,
mas não te ví.

Te busquei por todo lado,
completamente agitado,
Te busquei tão desesperado,
que não ví o teu agir.

Te busquei em vários corações,
até nos cassinos das religiões,
mas definitivamente não estavas lá.

Te busquei de todo jeito,
que depois de tantos sonhos desfeitos,
cansei de te buscar.

Depois de muito tempo,
quando não mais esperava,
te ví ao relento,
no olhar de um abandonado que me olhava.

Dentro de mim pude entender,
que é nas coisas mais simples,
nos gestos mais humildes,
que posso te ver.

Depois que te encontrei não te perco mais,
e quando quiser te ver outra vez,
sei o teu endereço, é no meu silêncio que estás.


                                                           inspirado em SALMO. 46:10 "Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus..."

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Agonia.

Meu coração tem mania de não esquecer,
insiste em querer recordar,
faz de tudo pra se lembrar,
é teimoso em reviver.


Meu coração vive doendo de saudade,
Vive no cenário do passado,
esta mau acostumado
a não viver a realidade.


Meu coração gosta de se fechar,
Não sabe por ponto final,
vive passando mau, mas persiste em relembrar.


Lembranças é o adeus que se nega dar,
é saudade que pode matar,
de tempos que já mais vão voltar.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Miragem.


Me perguntaram hoje se te conhecia,
em minha cabeça se passou uma memória fugaz,
meu coração latejou melancolia,
mas num silêncio deprimente respondi: não mais.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Teus olhos.

Prescrutam meus sentimentos,
Invadem meus pensamentos,
Mergulham em mim por dentro
e podem me explorar.

Compreendem meus suspiros,
Arrancam de mim delirios,
Me impnotisam com seu brilho
e podem me devorar.

Teus olhos me são ardentes,
me prendem completamente
e não posso me soltar.

Teus olhos são labirintos,
São o fogo que eu sinto
no teu simples gesto de me olhar.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Temporal


Sonho todos os dias com o dia em que vou te encontrar,
Sonho com praças romanticas de paralepipedos no chão,
Sonho com o céu sem estrelas, sem azul, sem luar,
Sonho com a tua mão tocando minha mão.

Sonho com o silêncio admirador das pessoas a passar,
Com a fina chuva a cair sobre teus cabelos,
Sonho com o brilho encantador do teu olhar,
e com a alegria dos meus olhos por poder ve-los.

Sonho com uma fina garoa a cair em um anoitecer,
Sonho que toda a beleza da noite vai sumir,
e que a lua no céu só vai reluzir para clarear você.

Sonho que como essa noite outra nunca houve igual,
e mesmo se a noite não for assim, se a chuva fina não cair,
com o amor que há em mim, num beijo me farei teu temporal.

Entre janelas

E a menina ficava a olhar insistentemente pela janela,
Ficava a sonhar com o dia
em que o destino traria
definitivamente um grande amor pra ela.

E no chão de terra enfrete de sua casa,
a banda que toda semana passava
destacava um jovem sempre a sonhar,
que da janela dos seus sonhos sempre olhava a lhe desejar.

Em todos os romances ha sempre uma historia bela,
Há sempre uma banda no meio,
Há sempre duas janelas.

Ah, se não fosse a janela dele, se não fosse a banda a tocar.
Ah, se não fosse a janela dela,
Os dois não trocariam olhar, nem poderiam sonhar, se amando entre janelas.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Desejo.




Quero te sentir outra vez,
Te ter em meus braços novamente,
viver instantes inconsequentes,
Morrer de amor como só a gente fez.

Quero te ver delirar em meus braços,
Me perder em teus estilhaços,
e realmente em teu abraço
me perder sem altivez.

Quero mergulhar fundo no teu olhar,
Quero morar em tua boca,
e na minha ansia mais louca,
na tua pele me inudar.

Quero ser teu,
chorar de amor no teu beijo,
me entregar ao teu desejo,
e nele esquecer quem sou eu.

Vem, sem receio de me amar,
Quero te fazer minha rainha,
Vou te fazer flutuar,
ao beijar tua boca que sempre foi minha.

Vem, que há um mundo no meu peito,
criado só pra nós dois,
criado ao nosso jeito,
esquece o que foi desfeito, deixa para depois.

Vem, que sem você minha vida é uma odsseia maldita,
Sem você tudo é vazio, no céu o sol é sombrio,
Vem dar vida ao mar que mora no meu peito
que para todos os efeitos só o teu olhar agita.

Vem, que a vida talvez não se repita,
vem viver o amor que não se esqueceu,
se afogar na paixão que não se perdeu,
Vem beber do amor que em meu peito habita.

Vem amor, que meu corpo é o teu espaço,
Vem esperimentar o meu teor,
Vem me fazer mudar de cor,
e morrermos juntos num abraço.

Vem que o aparaiso nos espera pra sonhar,
Vem perfumar minha vida de flor,
Vem, que tudo que eu quero no teu amor,
é um adormecer sem despertar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O amor.


Poucas coisas na vida são tão importantes quanto o amor,
mas elas sem amor não fazem sentido,
Como tocar a pele macia de quem se ama sem pudor,
Como sussurrar baixinho: Meu amor, ao pé do ouvido.

Quando se ama de verdade se lança sem ter medo,
No desejo de encontrar felicidade,
se entrega de verdade,
sem reservas, sem segredo.

Quando estamos apaixonado,
sonhamos acordado noite e dia,
nada faz sentido sem ela do lado,
tudo se torna imaculado, tudo inspira poesia.

É muito bom ter o amor de quem se ama,
poder dizer: não estou sozinho,
segurar a mão de quem se apaixona,
e juntos seguir o mesmo caminho.

Mas de todas as coisas mais tristes no amor,
uma delas é chorar de saudade de um grande amor que se vai,
é sofrer calado, explodir por dentro de paixão,
é viver apenas um dia a mais, é massacrar o coração.

É acrediar que a vida acabou,
que não tem mais saida,
que tudo que o amor nos deixou,
foi apenas um coração morto, inerte, sem vida.

Mas toda a dor sempre vale apena
quando se consegue o que se quer,
quando o amor tira a dor de cena,
e há o reencontro apaixonado de um homem, de uma mulher.

Todo o sofrimento é esquecido,
o amor revitaliza a alma, tira o cançasso,
o amor finalmente só faz sentido,
quando tudo esta resolvido num olhar, num beijo, num abraço.

Ah, o Amor, uma infinidade de sentidos numa palavra tão pequena,
nada para o amor é descabido,
e o mais importante de todos os sentidos
é que o amor sempre vale apena.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Coisa de pele.

Teu amor tem um jeito diferente,
Tem o jeito da gente,
È do jeito que só a gente sente,
Quando se ama, quando se esta contente.

Teu amor tem o sorriso meu,
que se mistura ao teu,
que me faz esquecer completamente,
que esse teu desejo inocente também sou eu.

Teu amor não tem culpa pois não há culpa em se amar,
quando dois corpos que se desejam,
se perdem em bocas que se beijam,
só pelo prazer de se beijar.

Ah, que prazer sublime,
ver teus olhos que exprime,
todo o amor sem nenhum crime,
no teu jeito de me olhar.

Teu amor me deixa louco quando te aproximas aos poucos,
e tocas a pelugem do meu peito,
me olha dentro dos olhos me sonda a alma,
e na caricia que me acalma,
se perde em meu sorriso desfeito.

Há silêncio nesse momento,
tua pele que queima em chamas,
no respirar dos porus diz que me amas,
e não sopita sentimentos.

Te toco o corpo com delicadeza,
sem presteza o tempo logo para,
Teu respirar logo perde a destreza,
e me queimo em tua pele coisa rara.

Nossos corpos mergulhados se entrelaçam em prazer,
Me beijas a nuca, me enlouqueces a cuca,
te deixo maluca,
nos esquecemos quem sou eu, quem é você.

E no abraço mais quente, depois do apice do desejo,
tua pele misturada com a minha,
enquanto estas molhadinha,
ainda me pedes um ultimo beijo.

Teu amor tem um jeito diferente, tem o jeito da gente,
É do jeito que só a gente sente quando se ama,
ainda tem delicadeza de beijo,
no final do desejo de dois corpos despidos
quando se recupera o sentido depois que se inflama...



domingo, 18 de dezembro de 2011

Indefinivel




Posso ter muitas coisas lindas para dizer,
Posso falar de amor como fazem os amantes,
Posso falar da paz que a guerra não busca,
Posso falar dos sonhos que desejo ter.



Posso usar as mais eloquentes palavras
e falar dos mistérios de viver,
Posso até ser chamado de poeta,
mas quando a poesia me definir então deixarei de ser.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Toque.





Queria dizer palavras doces
e acender teu olhar num sorriso meu,
Queria num momento que fosse
dizer frases lindas de amor e arrancar suspiros teus.


Queria a eloquencia dos romanticos
para  falar ousadia aos teus ouvidos,
mas quando me tocas a pele perco o sentido
então no meu olhar comovido o meu silêncio fala mais alto que eu.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Batalha.

Muitas coisas na vida são necessarias aprendermos antes de responder se somos
verdadeiramente felizes,
uma delas é que "Só começamos a viver realmente quando perdemos o controle da vida"
a outra é que "A verdadeira felicidade não é sircunstancial"
Que a quantidade de vezes que perdoamos mostra o quanto ainda somos humanos,
que a verdadeira liberdade é aquela que eu carrego comigo aonde for,
que sempre vale apena morrer de novo por um novo amor,

Que a vida recomeça em cada lagrima que cai,
Que viver é correr sem ter pressa,
é vagar despercebido, é muitas vezes não fazer sentido,
é acreditar de novo num novo amor depois de mais uma paixão que se vai.

Muita coisas na vida são necessarias aprendermos antes de percebermos que realmente crescemos,
que um sorriso sempre é contagiante e nunca precisa de razão para existir,
que muros sempre separarão as pessoas mais cabe a mim demoli-los,
Que não importa a situação ela nunca será realmente desastrosa a ponto de nos impedir
de sorrir novamente,

Que por mais que os corpos fiquem expostos aos abutres,
a fedentina seja o aroma natural e o sangeu a decoração termina de uma querra,
há sempre um novo por-do-sol a se deitar no horizonte depois de cada batalha.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Fusão

E o menino brincava de vida na beira do rio,
de pés descalsos, descamisado
com seu cão do lado
a seguir a vida sem desafio.

Entre libélolas, borboletas, seguindo pardais
desvendando ninhos,
vivendo apenas um dia a mais,
seguia seu caminho.

Na proteção de sua mãe, entre afagos de seu pai,
Crescia o menininho,
sem se preoculpar com a vida e seus ais,
rodeados de animais, muitos beijos e carinhos.

Sua irmã era um mimo só,
Seus dois irmãos companheiros de aventura,
E quando era castigado por suas travessuras,
podia refugiar-se nas mãos seguras e no cólo de sua avó.

A vida em volta era um enredo de fantasia,
Oh, doce tempo que não volta...
Prisão do tempo que não solta...
Para um outro tempo de alegria.

E o tempo passou devastando tudo sem ter pena,
Fazendo o menino crescer em dor,
Destruindo seu cantinho de amor,
Transformando sua vida tão grande em uma mirrada vida pequena.

O destino levou sem dó,
o destino de um de seus irmãos,
o restante de vida que ainda tinha em sua avó,
e toda a liberdade de viver que tinha em suas mãos.

O chão de terra que tantas vezes pisou o asfalto logo cobriu,
Um grande Shoping que á cidade chegou,
com suas vaidades se instalou,
no lugar onde era seu pequeno rio.

Era impossovel não perceber que tudo em sua volta mudou,
Sapatos, meias e ternos trouxe ao menino poder,
Agora o sucesso era a condição de viver,
Mas o sucesso já mais traria aquela mesma fantasia que logo o tempo levou.

O pequeno meninno agora á homem cresceu,
E juntamente com seu corpo fransino,
O sorriso e a inocencia de menino,
Com o passar do tempo também se perdeu.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

MAR

Mar...
Dos risonhos. Mar...
Mar dos sonhos. Mar...
De se fazer sonhar...

Mar de outrora,
Do incosolado que chora,
Mar que tanto ouve o chorar.

Mar que sussurra baixinho ao ouvido,
que no chegar da noite brama os seus gemidos,
Mar que tanto me ouve comovido. Mar...
que apesar de não ter sentido nunca deixou de ser o meu Mar.

                            
                                "Todo ser que não tem um refugio, é vuneravel por não saber se refugiar"

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Amor Rosa.

Passou o inverno, chegou o verão
e minha angustia ainda há,
Migraram os passaros, chorei a canção,
que saudade de te amar.

Os dias preguiçosos vão,
sem nenhum esforço pra levar,
aquela mesma eterna paixão,
que em meu coração ainda está.

Meus pensamentos ainda gritam teu nome,
Meus dedos ainda te tocam no espelho
num lindo vestido vermelho
que no despertar de meu delirio junto contigo some.

No criado-mudo de nosso quarto, num vaso com água
Ainda definha aquela flor que fora tão cheirosa,
cada petala que cai relembra minha mágoa,
De ver ir teu amor que tanto quanto aquela flor um dia também foi rosa.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PASSAGEM

...Um dia olharemos para trás e veremos que o hoje é culpa nossa,
que tudo o que sempre sonhamos muitas vezes não passaram de sonhos,
e que a realidade é uma questão de escolha.

Um dia abriremos os olhos e veremos quantos momentos preciosos perdemos,
quantas abraços apertados deixamos passar,
quantas chances de trocar o ódio pelo amor,
quantas opotunidades de dizer te amo deixamos pra lá.

...A vida se repetia todos os dias na esperança de percebermos
sua importancia.

Um dia olharemos para trás e veremos que a pior prisão do homem
está nele mesmo, e que a nossa maior teimosia é a de não querer
se libertar.

Que posso ser forte ainda quando os outros não acreditam em mim,
mais não acreditar em mim mesmo é senteciarme a derrota.

Um dia o tempo passa e os nossos maiores sonhos se tornam saudade,
nossos medos realidade e muitas vezes nossas mentiras verdades.

Um dia a gente percebe que tudo o que sempre valorizamos na realidade
não tinha valor algum,
que as coisas mais importantes da vida são de graça:
um por-do-sol, um aperto de mão, um abraço, um sorriso timido,
um olhar sereno, uma declaração de amor, um desejo pequeno, um beijo que passa...

Um dia olharemos para trás e nos arrependeremos de não ter arriscado,
de não ter tentado, de ter sentido medo.

È preciso parar e ver que a vida é um instante, que talvez não tenhamos
a chance de recomeçar e tentar outra vez.

È preciso ver que a vida acontece no hoje e o hoje deve ser a minha plataforma,
que correr risco é a prova de viver, que pessoas passam por mim todo o tempo
e o meu maior desafio deve ser percebe-las...

Um dia tudo passará,
aí perceberemos que a vida se perdeu com o passar do tempo
e o tempo com o passar da vida já não há...

Aí, quando na lembrança ficar só a imagem,
perceberemos que o tempo é uma brisa,
e a vida tão precisa somente uma passagem.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Evidência

Ontem comecei o dia como se fosse o ultimo para mim,
Como se dentro de algumas horas fosse te encontrar,
Como se minha vida pequena já tivesse em seu fim,
E eu finalmente podesse estar diante de tí e também podesse te abraçar.

Essa sensação me acompanhou durante todo o dia,
Ansiedade, medo e frustração diante dela se esvaia,
Era como se eu podesse te ver através de uma pequena fresta aberta no céu,
Era como se meu futuro tivesse chegado, tivesse saido afinal do papel.

Me apaixonei outra vez por você,
Me senti outra vez só seu,
Queria retribuir com prazer,
Tudo de bom que na vida você me deu.

Te esperimentei ontem em mim,
Da forma que jamais esperimentei,
Entendi que não era meu fim,
E sim que era a tua vida surgindo em mim outra vez.

Me questionaram durante o dia sobre a minha fé,
Pessoas que vivem sem alegria,
não compreendem que é teu amor por elas,
que todos os dias as mantem de pé.

Me perguntarm por que te amo,
Respondi que é porque apesar de tudo que já fiz você sempre me amou,
Me perguntaram qual é a evidência que tenho de sua existencia,
Fechei meus olhos, senti tua paz e em palavras curtas respondi:  EU sou.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

RESILIENCIA


Não é o mesmo por-do-sol que coloria o céu de laranja,
Não é a mesma brisa suave que soprava em meu rosto,
É o mesmo lugar de refugio, os mesmos bancos, a mesma praça,
o mesmo cenário de folhas secas jogadas ao chão,
o mesmo movimento de pessoas que passam,
o mesmo sol avermelhado que no final do dia nega o seu clarão.

É a mesma esperança estampada nos rostos dos sonhadores jovens,
a mesma conformidade destacada na face dos cansados velhos
sentados nas calçadas,
os mesmos sonhos utópicos de um futuro que não vem
contados no olhar de mulheres debruçadas nas janelas,
é a mesma vida que todos os dias passa diante dos olhares delas.

E a vida se repete com o passar dos anos
e o tempo se constrange com o passar de cada dia.

Tudo é o mesmo lá fora, porém aqui dentro, nada é igual.
há um preenchimento oco no peito, um desejo insatisfeito de
ser feliz afinal...
A vida esta sem vida agora, a vida já não é vida diante de
um coração que chora e todo o sentido da vida parece ser banal...

Aprisionei-me em meu desejo de ser feliz,
lacei-me por inteiro nas mãos de alguém que se lançou por completo
em minhas mãos também,
vivemos um paraíso enquanto negávamos a existência lá fora,
éramos o centro do amor que era o nosso centro enquanto durou,
mas que esta desfeito por completo agora...

...E a vida?...han!...segue seu curso...

...E eu?...hum!...sigo o caminho sem saber onde vai parar.

Sei que não importa em que ponto estou da estrada
pois quando preciso a vida sempre da seu jeito de recomeçar.
A vida é uma moeda de cada vez e o tempo é vida que perdemos
sempre ao viver.

Sei que sou marcado sempre pelas minhas escolhas,
as minhas dores posso deixar no ultimo ponto da estrada em que parei,
minha esperança me dará força para sempre continuar, e assim,
parando e andando posso sempre levar minha vida enquanto a vida
quiser me acompanhar.

domingo, 20 de novembro de 2011

Outra vez...VIDA


                                          E amanhâ o sol nascerá outra vez,
                                          E outra vez os passaros cantarão,
                                          E outra vez amanhâ sorrirei,
                                          E outra vez amanhâ outros chorarão,
                                          E outra vez o amanhâ será "HOJE"
                                          O hoje outra vez se tornará "ONTEM"
                                          E outra vez o amanhã trará a vida
                                          que logo passará como uma brisa em sua suavidade,
                                          E outra vez o hoje deixará de ser vida,
                                          E outra vez essa vida deixará pra sempre a mesma  saudade.

sábado, 19 de novembro de 2011

Vulto


Naquele dia olhei teus olhos,
Ví em teu olhar uma luz tão singela,
Olhei-te com saudade,
Como a de amante que espara,

Meu olhar gritou teu nome,
Mas como no som da voz que some,
Tua imagem se foi tão bela,

Percebi então que estava sozinho,
Resolvi seguir meu caminho,

Mas como a sua imagem
                                        eu
                                            também
                                                          já
                                                             não
                                                                   era.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Meu luar

Aprendi a sonhar teus sonhos,
Aprendi a viver e cantar,
Deixar meu olhar tristonho,
E viver á luz do teu olhar,

Montei meu castelo de areia,
Trouxe a ele a luz que te clareia,
O enfeitei com teu canto de sereia,
Só para nele te ver brilhar,

Mas não foi o suficiente,
Pra você o meu amor era a corrente,
Que você queria se libertar,

E hoje não sei o que faço nesse castelo meu,
Pois até a lua que um dia você me deu,
Dela levaste para sempre o meu luar.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Déjá vu

Talvez não tenham sido só as mãos dos outros que tenha te apedrejado
e sim as tuas pernas que se curvarão ao apedrejamento...
Talvez você ainda sofra não por ter caído e sim por que se esqueceu de levantar...
Talvez as lagrimas te ajudem a valorizar os lindos e curtos momentos de alegria...
Talvez a solidão te ensine que foi você quem se afastou...
Talvez o ódio te ensine quão doce é o amor...
Talvez a distancia te ensine que a saudade deixa marcas e que a intensidade do vazio dói...
Talvez você aprenda de alguma forma que o mistério da vida esta em simplesmente vive-la,
a qualquer custo vive-la, e que posso ser grande quando aprendo com as dores e erros, porem
não preciso me preocupar, caso não aprenda, ela (vida) se encarregará de repetir tudo outra vez...

domingo, 13 de novembro de 2011

Vitrine


Mais um dia nasceu e o sol vem destacar a mesma repetição,
a continua repetição das mesmas coisas descontinuas.

Sistemas vivos e seres mortos transitam pelas ruas para lá e para ca,
homens de platicos e maquinas pensantes continuam seus siclos "construtivos"
enquanto destroem a vida, a existencia, a importancia do nascer do sol,
são pessoas apaticas criadas em viveiros pequenos que não conhecem a liberdade,
que carregam suas algemas pelas ruas e não se importam com a essencia que um dia tiveram,
de serem humanos, não acreditam em seus governos, odeiam seus governantes, tornaram
suas eleições um ritual de altopunição por se deixarem perder pelo sentido das coisas,
carregam suas dores como seus filhos, caminham para um futuro com muitas dores...

Se acham felizes por não chorar, se acham livres por poderem ir onde querem,
Se acham importantes por terem bens, pelo menos mais importante do que quem não tem,

Pobres seres criados em aquarios que ja esqueceram a imensidão do mar,
Livres aves criadas em gaiolas ou sem asas pra voar,
O que lhes da a motivação do despertar?
Pra que começar o dia e seguir o fim?

Quando a vitrine é transparente se pode olhar outras almas e sorrir,
mas uma pelicula de prata sobre o vidro faz o nacisismo nascer,
e assim deixam o cilco seguir,
e assim põe-se o sol para outro dia morrer...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Partida...





Quando nossos olhares não mais se encontrarem amor,
E a distancia nos roubar a liberdade de sermos felizes,
As lembranças nos julgar por nossos deslizes,
Não se esqueça de sentir perto de tí o meu calor,

Se por acaso o meu calor fugir dos teus braços,
E as tuas lembranças me lembrarem com ciúme,
Talvez mesmo em outros abraços,
A força do nosso laço te levará o meu perfume,

Se por acaso  amor meu cheiro não aquecer teu coração,
E tentando fugir do passado,
Olhares para o homem do lado e tocares sua mão,

Então lembrarás a despedida,
Que quando recusastes o pedido de ficar amor, deixastes comigo uma imensa dor,
E partistes levando contigo para sempre a minha vida.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Da sabia contrariedade.


No palco de toda a controversia humana
há sempre o estrelato de contradizer-se,
de nunca encontrar o absolutismo de minhas verdades absolutas,
de sempre encontrar caminhos que me levam para longe dos meus.
Dos teus. Dos deles.Daqueles caminhos.

Para onde seguir depois de concretizado o suposto absolutismo?
Há na verdade a sede da verdade? Da tua? Da minha? Daquela verdade?

A minha verdade no entanto é nunca ter minha sede saciada.
Minha fome plenamente alimentada. Minhas inquietudes sanadas.
Terei assim a loucura de escolher não estar nunca plenamente feliz?
Mas, e a felicidade? O que seria?
A resposta de poder vive-la a qualquer custo?
A certeza de poder encontra-la depois da infelicidade?

E a infelicidade? a controversia mais apatica da mesma.
A face de uma das facetas de nunca estar plenamente satisfeito.
Com o que tem. Com o que é. Com o que se espera.

Por que quando se fala de felicidade involuntariamente
nos transportamos para o futuro?
E a infelicidade seria sempre a representação do passado?
Sendo assim o que seria o meu presente?
A transição de ambos?

Quando chegarei ao fim dessa viagem?
Quando darei inicio a ela?

O fator mais primitivo primordialmente dito
é de poder priorizar-se acima de todas as proezas?
Ou de poder prioriza-las?

Entre todas as concepções severamente ditas
Onde esta a gloria do palco? na luz do holofort que o-faz brilhar?
No ator que da sentido a ele?
Ou na plateia que o-criou?

A controversia seria plenamente contraditoria
ou a busca da contradição seria a resposta
para continuar na condição de busca-la?

A sabedoria se define no encontro ou no buscar?
Na duvida ou na certeza?
Nesse? Naquele? Na transição de ambos? Ou de nenhum deles?

De fato entre todas a consepções a minha é:
Me diviniso na duvida e me humaniso na certeza.

Concepção minha. Só minha. E de quem as tem.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Idas e vindas...



De olhar triste e sorriso inexistente a menina sai pelas ruas,
tentando esconder sua real identidade, tentando esquecer a realidade,
Da saudade que seu passado deixou,


Esperando encontrar outra vez, outro amor talvez,
na mesma fonte que um dia secou,


Na inercia da vida, solidão adiquirida, perambulando ela vai,
querendo não ter esperança, na teimosia de aguardar a aliança,
que talvez o tempo não trará mais,


Quanta dor carrega no peito, quanto lixo ela faz questão de carregar,
escondendo-se em seu ficticio mundo perfeito, esquecendo que a vida nos dá o direito de poder se libertar,


Ah, menina tão sozinha, não chora menininha que o amor te encontrará,
deixa o passado para tráz, dele muitas vezes te lembrarás,
mais saiba que ele nunca, jamais a tí voltará,


Ah, menina que sonha sozinha, sonhe muito menininha,
mas corra para teu sonho alcançar,


Não o-entregue nas mãos de ninguém,
Não busque amor de quem não tem,
E encontrarás o amor de quem realmente pode te ofertar,


Eu sei é dificio menina, esquecer o amor de quem não se esqueceu,
É mais facil se alimentar do rancor de ter perdido o amor que um dia foi seu,


Más a vida tem esse vai e vem,
muitas idas e vindas a vida tem,
Quem sabe em uma dessas vindas, tua paixão recolhida desabroche no peito de alguém?



Em homenagem a uma colega de trabalho e amiga na esperança: Joyce Mattos.

domingo, 23 de outubro de 2011

Cenario...

Noite de verão,
Ventos do mar,
Ondas da praia,
Luz do luar, que na noite tão nua desmaia.

Brilhar das estrelas,
Farol que encandeia,
Aqui nessas beiras,
Da praia, meus passos na areia.

Cenários de amor,
Canção que recorda,
No peito a dor,
Que a tua saudade aborda.

Liberdade que encarcera,
Ausência presente,
Culpa inocente,
Da desesperança que espera.

Quintal  do universo,
Ultopia de viver,
Procura que confesso,
Da felicidade, que um dia ficou em você.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Situações...

Situações revelam o covarde e o herói,
mostram o homem que sou e não o que desejo ser,
Covardia não é ter medo, é não assumi-lo,
é não chorar quando o peito arde é não sofrer quando os olhos choram,
é não ser eu para ser o que me vêem,
é me esconder tanto a ponto de não mais me encontrar,
é desaparecer no meio da mutidão,
é não mais me procurar...
Situações revelam o covarde e o herói,
mostram o inverso, o invisivel ser,
Heroismo não é chegar em primeiro lugar é não desistir de chegar,
é não esconder que cansou mas continuar a jornada,
é não parar de lutar mesmo sangrando,
é ter a mão desarmada,
é sofrer por amar e continuar amando,
é saber quem eu sou e mesmo assim me amar...
Situações me mostram que sou o momento,
que todo tempo devo ter o que é meu,
que o meu maior bem é a verdade,
e a minha verdade deve ser a conformidade de poder sempre ser EU...